SLOW FASHION

O que é o movimento Slow Fashion?

Abaixo, algumas de nossas palavras, trechos de sites e livros que gostamos bastante, e que colocamos aqui de uma forma reduzida para um melhor entendimento. Espero que gostem =)

 O termo Slow Fashion foi utilizado pela primeira vez pela inglesa Kate Fletcher em 2007 em um artigo do The Ecologist (leia aqui https://theecologist.org/2007/jun/01/slow-fashion).

Muito já se falava sobre os conceitos “Slow”, mas destinados à alimentos (Slow Food), e ao estilo de vida (Slow Living). O Slow Fashion acabou se tornando uma vertente destes movimentos.

Na moda, o Slow se apresenta como uma alternativa à produção em massa. Ele nos estimula a sermos mais conscientes no consumo de produtos, valorizando mão de obra nacional, o  seu material e sua forma de produção.

A prática,  prioriza o local em relação ao global; promove consciência socioambiental; contribui para a confiança entre produtores e consumidores; pratica preços reais que incorporam custos sociais e ecológicos; e mantém sua produção entre pequena e média escalas.

A produção de roupas e acessórios, em geral, depende muito da comunidade local e, na produção globalizada (fast fashion), esse fato muitas vezes é omitido intencionalmente pelo nome da marca. No modelo Slow, a transparência procura informar a origem real dos produtos, por exemplo, a referência é dada a empresas de menor escala: um modelo mais transparente.

Além disso, o movimento faz com que diminua intermediadores no processo de troca das mercadorias, fazendo com que, o consumidor se aproxime do produtor. Com esse estreitamento de vínculo, os produtores sentem a responsabilidade de produzir​​ com qualidade, pois os produtos serão consumidos por pessoas que eles conhecem, e os consumidores sentem uma responsabilidade em relação aos produtores, que são membros de sua comunidade. Além do mais, quando se evita intermediações nas trocas, o produto tende a encarecer menos e o produtor se valoriza.

Atuação colaborativa/cooperativa de trabalho

O movimento slow fashion preza pela formação de cooperativas capazes de promoverem a colaboração entre os agentes da cadeia têxtil, uma forma de gerar um comércio mais justo – especialmente no caso das mulheres, que formam um contingente significativo no ramo têxtil.

Criação socialmente responsável e distribuição econômica

A produção valoriza os recursos locais; elimina hierarquias entre estilistas, produtores e consumidores; evita intermediários na cadeia de distribuição e possibilita a melhor distribuição econômica entre os agentes da cadeia. Como o slow fashion não se preocupa com a produção em massa, é possível desenvolver artigos a preços justos que internalizam custos sociais e ecológicos da produção, valorizando os produtores – isso evita o escoamento e o descarte rápidos das peças. Todo mundo sai ganhando!

Como você pode contribuir?

A melhor maneira de praticar o slow fashion é consumir de uma forma mais consciente, portanto escolha marcas responsáveis, que se preocupam em evitar o trabalho escravo e reduzem os impactos ambientais da cadeia de produção. Procure por marcas que sigam esse conceito que valorize e confeccione roupas duráveis e personalizadas. Invista em reutilização. Fomente a ideia de formar cooperativas de mulheres no seu bairro. Converse com amigos e amigas e troque roupas, calçados e acessórios com eles.

Seja consciente!

Escolha peças que combinam com tudo e que não ficarão sem uso precocemente. Não tenha medo de repetir as roupas! Se não estão sujas o suficiente para merecerem uma lavagem, utilize-as de novo para evitar mais desgastes na máquina de lavar e economizar mais água. 🙂

Por fim, na moda, o slow é caracterizado pela prática da consciência. Suas paixões pessoais, personalidade, estilo próprios e a ética vêm em primeiro lugar. 

Veja um pouquinho da nossa produção

Fontes:

Texto Ecycle, Fonte: Fashion Theory, Volume 12 – Issue 4, pp 427-446.

 The Ecologist: Ethical Living – Slow Fashion, june, 2007.